Só por que não conseguia pensar em nada decente pra escrever, aparece um blecaute pra acabar com a rotina.
Começando por onde eu pretendia começar , ontem foi terça. dia da pós, com aula de História da Arte. Nada contra a matéria, mas aula expositiva dá sono.
Enfim, Rolling Stone comprada (e ainda não lida) e viagem de trem depois até a Luz, e depois até a Lapa, lá estava eu esperando a aula e passando o calor infernal que só São Paulo pode oferecer e que nem a cerveja antes e/ou depois da aula (nesse caso, antes) consegue dar jeito. Mas antes passar calor do lado de fora e conversando com o pessoal da sala o que dentro da faculdade sozinho. Numa situação normal, aquilo seria a pior parte do dia. Mas ontem não foi bem o caso.
Começa a aula; luz desligada, projetor ligado e imagens passando. Cansado, mas sem sono, me apeguei ao que tinha, e começei a rabiscar no caderno. Quando me ei conta, vi que o negócio ficou legal mesmo (depois scaneio).
Pausa do intervalo; conversa vai e vem e todo mundo sobe. “Pelo menos, daqui pra casa” era o que eu tava pensando.
Aula continua e os rabiscos também. E então, faltando 15 minutos pra acabar a aula, o que acaba é a Luz. Sem opção, a gente é liberado, sem contar presença.
Até ai tudo bem, parecia ser só na Lapa. As opções pra ir embora eram o trem ou onibus, até a gente ver que o trem tava parado na plataforma. Então, toca pro onibus.
Agora a coisa começa a ficar interessante. Todo mundo decidiu que é melhor pegar o onibus que ia pro Anhangabau, e que ia passar pela estação Barra Funda. Se na Barra Funda tivesse sem luz, agente tava fudido. Nem precisa dizer que a gente se fudeu.
Bom, Plano A deu errado; então hora do Plano B. Do Anhangabaú até o Parque D. Pedro, passando pelo centro da cidade NO ESCURO TOTAL. Tipo, eu conheço a maior parte do caminho de quando eu estagiava por lá, mas no escuro total é uma aventura passar por lá.
Agora a outra metade da história; achar o onibus até a Santa Cruz num Parque D. Pedro lotado, sem se perder dos outros. Os outros me acham fácil, mas o contrário já é mais dificil. Pelo menos tinha um que fazia esse caminho.
O onibus até seria mais tranquilo, se não tivesse piscado a luz de dentro duas vezes no estilo “Metrô de NY”. Isso e estar num lugar que eu nem sabia onde era no total escuro só deixava as coisas mais horripilantes.
Fim das contas, cheguei inteiro até a Santa Cruz, voltei pra casa e quando cheguei aqui prometi que oa construir uma igreja. Talvez eu faça isso um dia.
Nâo recomendaria o mesmo pra ninguem, ainda mais que essa noite me deixou completamente duro, mas não vou dizer que não foi divertido. Só queria ter dormido melhor.
0 Respostas para “A Maior Odisséia já feita no Escuro”